domingo, 14 de dezembro de 2008

Reprodução sexuada

Quase todos os seres vivos existentes agora foram formados a partir do processo da reprodução sexuada.

Neste processo, cada indivíduo que é originado é geneticamente diferente de cada um dos progenitores que lhe deram origem que, por sua vez, também possuem informação genética diferente de cada um dos seus progenitores.

No entanto, os descendentes possuem genes iguais aos dos progenitores.

No fim, o ser formado também apresenta diferenças significativas aos progenitores, devido aos processos da fecundação e meiose que ocorreram.

Clonagem em animais

Nos animais, raramente é verificada a presença de genes iguais em indivíduos diferentes.

Isto verifica-se no caso dos gémeos verdadeiros, que ocorre em qualquer espécie.
Podem resultar da separação de duas células provenientes da primeira divisão mitótica do ovo ou zigoto, originando embriões geneticamente idênticos.


Ocorreu, assim, uma clonagem embrionária.


Obtendo-se, in vitro, embriões geneticamente idênticos por separação das células de um embrião obtido por fecundação, é efectuado um processo de Clonagem realizado em laboratório.
Poderão ser originados novos indivíduos pelo desenvolvimento desse mesmo embrião no útero de uma mãe de aluguer.
O caso da ovelha Dolly foi o que ficou mais conhecido na história da Clonagem e, portanto, da ciência.






Portanto, Dolly é um clone de uma ovelha, de onde foi retirado o núcleo de uma célula diferenciada e introduzida num oócito (gâmeta feminino), já sem núcleo.
Foram necessárias várias tentativas para originar a Dolly. Só uma teve sucesso.


Verificando melhor, através deste processo, o novo ser possuirá a mesma informação genética do ser que lhe deu origem.



Este processo apresenta desvantagens.


Dolly apenas chegou à idade de 6 anos, tendo sido depois abatida, uma vez que apresentava cancro no pulmão e sofria de outras doenças degenerativas.


A possibilidade de clonar um animal através do processo em que se transfere um núcleo de uma célula diferenciada, ou seja, uma célula com uma certa especialização, que depois perde a sua especialização, comportando-se como um ovo ou zigoto, de onde ocorre o desenvolvimento de um ser multicelular com uma grande diversidade de tipos de células, depende apenas do controlo da expressão dos genes.
Sabe-se que a Clonagem nos animais apresenta problemas, desvantagens. No entanto, esta representa uma possibilidade de clonar seres humanos.


Como a ética está envolvida neste processo, este não é totalmente permitido.

Aqui fica um documentário da clonagem de um outro animal através de embriões

Clonagem nas plantas

As plantas poderão reproduzir-se naturalmente por multiplicação vegetativa, processo que poderá ser designado por Clonagem.

Devido à elevada capacidade de reprodução assexuada das plantas, o Homem começou a desenvolver técnicas de propagação artificial de espécies com interesse económico, pelo que foram preservadas, ao longo do tempo (sucessivas gerações) certas características genéticas das espécies que poderiam, portanto, fornecer mais dinheiro.




Estas técnicas abrangem conhecimentos na totipotência de células vegetais e na utilização de hormonas de desenvolvimento.


A clonagem é um processo de obtenção de indivíduos geneticamente iguais através de técnicas de manipulação de células e de tecidos.

Através da técnica de micropropagação em cultura in-vitro, poderão ser produzidos, em tempo reduzido, milhares de novos indivíduos a partir de uma planta original.



Como é normal, esta técnica tem vantagens e desvantagens.

sábado, 13 de dezembro de 2008

A reprodução assexuada

Seres unicelulares Eucariontes, seres procariontes e alguns seres multicelulares poderão executar a reprodução assexuada.
Há seis diferentes soluções de reprodução assexuada, a Bipartição, a Gemulação, a Esporulação, a Multiplicação vegetativa, a Fragmentação e a Partenogénese.

A Bipartição é quando ocorre a divisão de um ser em dois, de dimensões idênticas.

A Gemulação é quando ocorre a formação de saliências (gomos ou gemas), que se desenvolvem. Após o desenvolvimento, poderão ou não separar-se do progenitor.

A esporulação é quando ocorre a formação de esporos, que são células reprodutoras que poderão originar um novo indivíduo.
A Multiplicação vegetativa é quando ocorre a formação de um novo indivíduo a partir do desenvolvimento de elementos constituíntes do ser, tais como as raízes, o caule ou as folhas.
A Fragmentação é quando ocorre a separação de uma parte do corpo de um indivíduo, que depois regenera e forma um novo ser.
A Partenogénese é quando ocorre a formação de novos indivíduos apenas a partir de gâmetas femininos, que se desenvolveram.
Em todas estas soluções de reprodução assexuada, um único progenitor dá origem a descendentes.

O núcleo das células divide-se por mitose, pelo que os indivíduos, que apenas possuem cromossomas (e portanto genes) de um só indivíduo, irão ser geneticamente idênticos entre si e ao indivíduo que lhes deu origem, o progenitor.

Assim, ocorre a estabilidade genética ao longo das gerações nos indivíduos de uma determinada espécie.
Este processo designa-se de clonagem, designação que poderá ser dada a qualquer processo de reprodução assexuada, ou seja, as soluções de reprodução assexuada são processos de clonagem.
Os indivíduos originados a partir destas soluções/processos designam-se, assim, clones.

Aqui fica um vídeo para uma melhor compreensão

Reprodução nos seres vivos

A reprodução, conjunto de processos pelos quais os seres vivos irão originar novos indivíduos idênticos a si próprios, é o processo que assegura a existência de vida.
Cada indivíduo irá formar um indivíduo que, por sua vez, irá originar outro indivíduo.
A isto chama-se a sucessão de gerações, pelo que é permitida assim a continuidade da espécie a que pertence.
Há dois tipos fundamentais de reprodução, a reprodução assexuada e a reprodução sexuada.
A reprodução assexuada é onde ocorre a formação de novos indivíduos a partir de um só progenitor, pelo que não há fusão de gâmetas, o que não leva à fecundação.

A reprodução sexuada consiste na formação de novos indivíduos a partir da união de dois gâmetas de seres de sexos opostos (fecundação), originando o ovo ou zigoto.

Diferenciação celular

As células existentes em todo o indivíduo são provenientes de uma só célula: Da célula-ovo (ovo ou zigoto). Esta sofreu divisões mitóticas sucessivas, dando origem a todas as células existentes no indivíduo.

As células de um indivíduo possuem todas a mesma informação genética. No entanto, estas células constituem tecidos e orgãos com funções e características diferentes.

No corpo humano humano existem cerca de 200 tipos de células com diferentes funções e, portanto, diferentes.

As combinações das células especializadas levaram à existência de diferentes estruturas complexas, que desempenham funções também complexas.



O indivíduo desenvolve-se. Como tal, ao longo deste desenvolvimento, ocorrem processos que tornam células genéticamente idênticas em células com diferentes especializações. Esta especialização designa-se diferenciação celular, que faz com que as células possuam diferentes funções, diferente composição e diferente estrutura.

Estas células diferenciadas possuem apenas 5% a 10% do seu DNA activo.
A restante informação genética foi alterada.

A questão é se esta informação genética se perdeu e, portanto, não há forma alguma de a recuperar ou se a informação genética apenas se encontra na célula de um modo "adormecido".

Uma possível hipótese seria que estas células teriam perdido a informação genética que não era necessária, retendo apenas a informação que fosse útil para uma dada função.



Devido a uma experiência realizada por J. Steward, foram dados os primeiros passos da Clonagem.

Foi mesmo possível a criação de clones. Os clones podem-se definir ao nível dos genes, das células ou até mesmo dos indivíduos.

Relativamente à experiência, as células diferenciadas da cenoura, que se obtêm por divisão das células originais, ao serem removidas do seu local original, em condições apropriadas, poderão ser utilizadas para originar novos indivíduos iguais ao seu progenitor inicial, em grande número.




Em determinadas circunstâncias, as células diferenciadas (especializadas) podem perder a sua especialização, tornando-se células indiferenciadas, totipotentes. Estas células possuem a capacidade de originar um novo indivíduo, uma vez que conservam toda a informação genética do núcleo inicial.

Logo, as células especializadas conservam todo o seu DNA, embora apenas uma parte deste se encontre activa.

A partir da utilização de células totipotentes, poderão ser obtidos tecidos ou órgãos.

Estes tecidos poderão ser utilizados no tratamento de doenças até agora incuráveis.


Existem dois processos para a obtenção dos tecidos ou órgãos.

Um consiste na utilização das células totipotentes dos embriões, designadas células estaminais embrionárias (ou células-tronco embrionárias), sendo separadas e cada uma é submetida a um tratamento que permite o desenvolvimento dos tecidos necessários.

Um outro consiste na utilização das células estaminais presentes em alguns órgãos de indivíduos adultos e provocar a sua diferenciação nos tecidos que se pretendem (clonagem terapêutica).




Todas as células possuem mecanismos que impedem que certos genes estejam activos.


Os genes activos em cada célula poderão não ser os mesmos. Logo, as diferenças verificadas nas células e, portanto, nos tecidos e órgãos em que estas se encontram, são devido aos genes activos em cada uma.


Uma vez que as diferenças verificadas dependem dos genes activos, estas diferenças dependem, portanto, da forma como o DNA se expressa, tornando certos genes activos e outros inactivos.


Os mecanismos que permitem que certos genes sejam activos ainda não estão totalmente esclarecidos (principalmente ao nível dos Eucariontes). Mesmo assim, admite-se que o controlo ocorre em diferentes níveis da expressividade do DNA, com intervenção de moléculas presentes no ambiente da célula.


Este controlo da expressividade dos genes pode ser feito ao nível da transcrição ou ao nível da tradução. É influenciada pelo ambiente em que a célula se encontra.

As metaplasias são mudanças reversíveis num determinado tipo de células que são substituídas por células de outro tipo, ou seja, as células já existentes que possuem danos de um certo tipo são substituídas por outras células que não possuem, propriamente, as características das primeiras.

Assim, são perdidos importantes mecanismos de defesa, que ajudariam a eliminar elementos prejudiciais.


Os elementos presentes no ambiente, que são transferidos ao indivíduo, activam a expressividade de determinados genes relativamente a outros, alterando o tipo de célula e a sua função.

Relatório sobre a fase mitótica em células vegetais





Fica aqui um vídeo das fases da mitose