quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Confronto entre Lamarckismo e Darwinismo




O Lamarckismo e o Darwinismo possuiem diferenças significativas, como foi observado anteriormente.



A ideia de uma evolução biológica relativamente à origem dos seres vivos estabeleceu-se na comunidade científica.

Darwinismo

Charles Robert Darwin, em Dezembro de 1931, partiu a bordo de um navio da armada britânica, o HMS Beagle. Nessa viagem, Darwin formou, portanto, a sua teoria.



Segundo Darwin, as diversas formas de vida surgiram a partir de espécies ancestrais por modificações na descendência.


Além disso, o mecanismo de modificação é a selecção natural, que actua ao longo de grandes períodos de tempo.

A selecção natural favorece determinadas características em detrimento de outras.
Indivíduos com características mais adequadas ao meio sobrevivem melhor e reproduzem-se mais, o que faz com que essas características passem a existir num maior número de indivíduos na geração seguinte.


Portanto, a teoria de Darwin era a seguinte:




Considera-se, então, que o tempo e a reprodução de seres mais aptos com seres menos aptos produz mudanças nas espécies existentes, levando à formação de novas espécies.

Lamarckismo



Lamarck teve uma vida bastante preenchida. No entanto, foi pouco valorizado no seu tempo.



Este defendia ideias evolucionistas, pelo que chegou mesmo a apresentar uma explicação acerca da origem dos seres vivos.
Lamarck, para justificar a origem dos seres vivos, fez a lei do gradualismo, a lei do uso e do desuso e a lei da herança dos caracteres adquiridos.

A lei do gradualismo indica que há uma sucessão no aparecimento de organismos, pelo que primeiro surgiram os mais simples e só depois os mais complexos.


A lei do uso e do desuso indica que as partes do corpo extensivamente utilizadas por um organismo desenvolvem-se e as que não são utilizadas atrofiam.


A lei da herança dos caracteres adquiridos indica que as características de um ser vivo adquire ao longo da vida são transmitidas à sua descendência.



O modelo de Lamarck foi muito contestado.



No entanto, possuía argumentos a favor.

Mecanismos de evolução- Fixismo e evolucionismo

Antes de se prosseguir ao estudo do Lamarckismo e do Darwinismo, convem saber o que é o fixismo e o evolucionismo.

O fixismo

O fixismo considera que as diferentes espécies de seres vivos são permanentes, perfeitas e imutáveis, que foram originadas independentemente umas das outras.

Teorias fixistas
O Criacionismo é uma explicação fixista, que defende que os seres vivos foram crados por Deus, na sua forma definitiva, tendo mantido a sua forma até à actualidade.
A geração espontânea, que também faz parte do fixismo, considera que todos os seres vivos se originam a partir de matéria inerte, em certas condições especiais, por acção de um princípio activo.

O evolucionismo
O evolucionismo defende que os seres vivos que existem, actualmente na Terra, são o resultado da modificação de seres vivos que existiram no passado. As espécies de seres vivos relacionam-se umas com as outras e alteram-se ao longo do tempo.
Teorias evolucionistas
- Lamarckismo
- Darwinismo

Notícia- ADN dos fenícios está nos genes dos portugueses

Notícia publicada no dia 31 de Outubro de 2008
Autoria de Clara Barata
Diário de notícias

Estudo no cromossoma Y
ADN dos fenícios está nos genes dos portugueses

Não se sabe muito sobre os fenícios, um povo navegador do leste do Mediterrâneo, durante um milénio, até serem conquistados pelos romanos. Mas um novo método de análise genética revela que deixaram a sua marca genética em muitos povos mediterrânicos — e os portugueses estão entre os que mais se podem gabar de ter a marca fenícia no seu ADN:
Um em cada 17 homens que hoje vivem nas costas do Norte de África e no sul da Europa podem ter tido um antepassado fenício, que tinha como ponto de partida o actual Líbano, conclui um estudo publicado na revista científica American Journal of Human Genetics.
Os cientistas do "Genographic Project" (que estuda a forma como a humanidade se espalhou pelo planeta) identificaram um padrão genético associado à expansão dos fenícios, tal como as fontes históricas a revelam. Depois, estudaram o cromossoma Y de 1330 homens nesses locais, para verificar a frequência desse padrão.
Assim, descobriram os locais da bacia do Mediterrâneo onde é mais provável haver descendentes masculinos dos fenícios. As zonas mais perto do litoral, e também a costa atlântica portuguesa, estão entre as que têm mais descendentes dos fenícios.

Notícia- Criatura encontrada em lagoa no RJ preenche lacuna evolutiva

Notícia publicada no dia 30 de Maio de 2007
Autoria de Eduardo Geraque
Folha de S. Paulo

Criatura encontrada em lagoa no RJ preenche lacuna evolutiva

Uma criatura que vive na lagoa de Araruama, no Rio de Janeiro, é tão diferente de tudo o que a ciência já viu que levou mais de 25 anos até que alguém entendesse o que ela era.
Agora que já se entendeu, o Magnetoglobus multicellularis (literalmente, "bola magnética multicelular") já pode ser devidamente apresentado. Ele vem preencher um hiato evolutivo que sempre separou os seres procariontes (seres sem núcleo celular definido) dos eucariontes (que têm núcleo definido).
"Descrevemos o organismo como sendo uma bactéria multicelular", explica Henrique Lins de Barros, físico do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) e co-autor do estudo descrevendo a criatura.
O artigo é capa da edição de junho da revista "International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology".
Para o pesquisador, está claro que o organismo estudado por eles não é uma colônia, forma pela qual as bactérias também podem se organizar. "Não é uma por uma série de motivos. Quando uma das células é retirada, por exemplo, o organismo morre. Existe troca de informações entre as células, elas não são independentes."

No flagra

"Em média, os organismos estudados pelo nosso grupo, todo brasileiro, têm 20 ou 40 células", explica o físico. Esses dois tamanhos --um exatamente o dobro do outro-- intrigaram os cientistas. O mistério só foi elucidado quando o ciclo de reprodução dessa nova espécie passou a ser entendido.
"As células vão crescendo em volume ao mesmo tempo. Em um determinado momento elas sofrem uma divisão, dando origem a seres de 20 células", afirma o pesquisador. Os Magnetoglobus de 40 células haviam sido, digamos, apanhados em pleno ato reprodutivo.
Uma das hipóteses defendidas pelo grupo brasileiro, formado também por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da USP (Universidade de São Paulo), é que o Magnetoglobus possa ser uma forma de vida intermediária entre as bactérias e os demais seres vivos.
"Até hoje existe um dogma de que não pode haver bactérias multicelulares. Talvez porque até hoje nunca havia sido observada uma delas", afirma Lins de Barros.
O organismo fluminense tem uma outra característica por enquanto inédita na natureza. Ele produz ao mesmo tempo dois tipos de cristal com ferro, a magnetita e a greigita. Apesar de esses processos de biomineralização serem bastante conhecidos, a produção de ambos os cristais por um único organismo ainda não fora descrita.
Essas estruturas ajudam o Magnetoglobus a responder, e de forma bastante rápida, a campos magnéticos. Segundo Lins de Barros, esse fenômeno é usado pelo organismo para se mexer mais rapidamente, em busca de alimento na areia.
"Como cada uma das células responde ao campo magnético de forma independente, mas de maneira que uma colabora com a outra, é mais uma prova de que essa bactéria multicelular tem uma unidade biológica". O físico fez um modelo matemático para reproduzir o deslocamento do organismo.
O material genético da megabactéria também afasta a hipótese de que se trata de uma colônia, diz o grupo: ele não é igual em cada célula, como seria o esperado.
O desafio agora é dominar o metabolismo dessa criatura para que ela possa ser cultivada em laboratório --algo que não se consegue fazer desde a descoberta do ser, em 1982. Isso é importante para que a descrição científica feita do organismo pelos brasileiros seja confirmada por outros grupos.
Por enquanto, o nome da bactéria leva em si um grau de incerteza: Candidatus Magnetoglobus multicellularis.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Dos seres Procariontes aos seres Eucariontes

As primeiras células encontradas, relacionadas com fósseis, assemelham-se bastante aos actuais procariontes, as bactérias e as cianobactérias.


As células procarióticas são simples quando observadas de um modo estrutural.

No entanto, possuem uma grande diversidade metabólica, mesmo sem possuírem cloroplastos e mitocôndrias, organelos importantes para a manutenção do ser.
Devido à observação de fósseis e à estrutura das células procarióticas, é posta a hipótese dos seres procariontes terem estado na origem da diversidade actual de vida na Terra.

Observando as células Eucarióticas, é possível notar uma constituição bem mais complexa do que nas células Procarióticas.
Os seres Procariontes surgiram primeiro do que os seres Eucariontes. Isto leva a acreditar que os seres Eucariontes surgiram de uma possível evolução dos seres Procariontes.

Surgiram dois modelos para explicar possíveis formas de aparecimento das células Eucarióticas, o modelo Autogénico e o modelo Endossimbiótico.








Este modelo Endossimbiótico é o mais aceite actualmente, uma vez que apresenta argumentos válidos que o fundamentam, que se encontram apresentados no texto.